sexta-feira, 30 de setembro de 2011


Eu sou mesmo metade sem você e que se foda.
— (TB)
 
 
Quantas vezes seu sorriso foi sincero? Quantas vezes ele refletiu o que você realmente estava sentindo?
 
 

Você levanta cedo e liga sua televisão em um canal qualquer. Lembra do sonho da noite passada, o que será que ele significa? Lembra de outras coisas e outras pessoas. Sorri sozinho. Bate saudade de uma coisa que nunca voltará. Ninguém tem idéia do quanto desgasta saber que aquela pessoa vive bem sem a gente. O sol parece estar com preguiça, pois três noites se passaram durante um único dia e ele ainda está no mesmo lugar. Nem saiu para tomar um café. Nem você saiu pra encontrar quem não procurava. Dizem que você é velho demais pra chorar, mas novo demais pra morrer. E mesmo assim você faz as duas coisas simultaneamente. Como você morre bem chorando. Você sabe que faz falta, sabe que dói, que corrói e que destrói; mas você não deixa ir, pois segundo você, se maltrata é porque ainda vive.
 
  Sofro sim. Essa tristeza tá doendo, e não é pouco. Mas vou espalhar isso pra que? Ninguém vai poder dividi-la comigo ou torna-la mais leve. Então eu vou guardando e colocando um sorriso no rosto. Não sei até que ponto isso é bom. Mas eu sou assim. Não sei lidar com a tristeza de outra maneira… Sabe, nada de atitudes drásticas, só um sorriso e um “tudo bem”.

- Eu acho que ele nunca te amou.
- Como assim?
- Sabe, às vezes juntamos a nossa carência com a vontade do outro de “supri-la” e inventamos uma coisa que na verdade não existe. 
- Eu amei sozinha, é isso que você quer dizer?
- É.
- E o que você sabe sobre o amor pra poder me falar essas coisas?
- Sei que amor é calmaria e não tempestade. Sei que quando a gente ama, a gente cuida, a gente quer bem. 
(silencio)
- Não estou dizendo que ele não gostava de você. Só estou dizendo que não era amor.
(aos prantos ela sai da sala e caminha em direção a saída mais próxima)
- Ei, espera. 
- O que você quer agora? Ainda não acabou? Não é o suficiente pra você me ver chorando?
- Não, ainda não acabou.
- O que mais você quer? Me deixe em paz!
- Sabe o que mais eu sei do amor? Sei que coração é terra que ninguém manda. E por mais que a gente queira domina-lo, nunca vamos conseguir pois ele tem vontade própria.
- Mas o coração é meu, eu posso mandar nele.
- Não, não pode.
Por que?
- Porque quando amamos alguém, automaticamente damos nosso coração para aquela pessoa. Assim como eu dei o meu pra você.
(agora haviam duas pessoas chorando)
- Por que você nunca me disse isso antes?
- Você não entende mesmo, não é?
- Então me explica.
- São só palavras. E eu te dei muito mais que isso. Mas você não vê, não entende, não liga.
- Mas você sempre me aconselhou pra continuar com ele. Por que fez isso se me ama tanto?
- Por amor! Eu sabia que você o amava e queria ver sua felicidade acima de tudo.
- Então é isso que você chama de amor? Colocar a felicidade do outro, acima da própria?
- É, é isso que eu chamo de amor.
 

Garotas não se importam com corpo, muito menos com quantas você pegou na noite passada. Garotas gostam de caráter, abraços apertados e sorrisos sinceros.
 
  Eu te amo, mesmo sem poder te abraçar quando quero, mesmo sem sentir teu calor, sem ouvir sua voz falando que sente o mesmo. Eu te preciso, perto, longe, comigo ou não, mas eu te preciso feliz. Eu sinto sua falta todos os dias, a cada palavra que escrevo, a cada sorriso que dou ou a cada lágrima e o motivo é você. Sinto saudades do que não vivemos, do que não fomos. 
 

“Ficar bem nem sempre deixa outras opções. É estranho quando as coisas simplesmente têm de terminar. É o estágio onde todos os sentimentos já evoluíram para um nada. É o nada que você optou para parar de sentir dor. No início você briga, chora, faz drama mexicano. Então percebe que é cansativo demais manter esse jeito de levar as coisas. Acostuma-se.. Não que pare de doer, mas que cai no seu entendimento que às vezes perdemos algo e não há solução. No fim você coloca um sorriso no rosto e finge que é sincero, até que a vida o faça realmente ser. Talvez os amores eternos sejam amenos e os intensos, passageiros. É isso.”
(Caio Fernando Abreu)
 

Estou te mandando um aviso. Bilhete colado na porta da geladeira, telegrama, sinal de fogo, e-mail, não importa. Estou gritando seu nome na areia da praia, do alto da minha insanidade. Vem me salvar. Me leva embora. Prova que não é igual, que a compra não vai ter devolução no primeiro defeito, porque eu sou cheia deles. Me compra, me leva pra casa com tudo o que tem direito. Com medo, com mania, com falar demais e sentir de menos.
(Verônica H.)
 
Vou embora querendo alguém que me diga pra ficar. Estou sempre de partida, malas feitas, portas trancadas, chave em punho. No fundo eu quero dizer “Me impede de ir. Fica parado na minha frente e fala que eu tenho lugar por aqui, que não preciso abandonar tudo cada vez que a solidão me derruba. Me ajuda a levar a vida menos a sério, porque é só vida, afinal.” E acabo calada, porque não faz sentido dizer tudo isso sem ter pra quem.
(Verônica H.)
 
É preciso se libertar sabe? É um processo interno, e não externo. É dentro, e não fora. É preciso, e digo mais, necessário. E nem sempre o necessário é fácil… Na maioria das vezes, é o mais difícil a se fazer. Porém, é preciso brilhar de novo, e guardar lembranças boas, todas essas, aquelas, e as infinitas que estão por vir.
(Mariella Morais)
 
Se vai ser melhor ou pior, não é questão, pra que se preocupar agora? Deixa o tempo vir, deixa tudo acontecer. Aquela covardia de andar, aquele medo, aquela comodidade de ficar parada e esperar as coisas acontecerem não vai existir mais. Não em mim. É preciso se permitir, dar nova chance para começos e recomeços, parar de carregar a culpa e qualquer remorso pendente. Isso faz mal à alma, ao corpo!
(Mariella Morais)
 
Estar bem e feliz é uma questão de escolha e não de sorte ou mero acaso. É estar perto das pessoas que amamos, que nos fazem bem e que nos querem bem. É saber evitar tudo aquilo que nos incomoda ou faz mal, não hesitando em usar o bom senso, a maturidade obtida com experiências passadas ou mesmo nossa sensibilidade para isso. É distanciar-se de falsidade, inveja e mentiras. Evitar sentimentos corrosivos como o rancor, a raiva, e as mágoas que nos tiram noites de sono e em nada afetam as pessoas responsáveis por causá-los. É valorizar as palavras verdadeiras e os sentimentos sinceros que a nós são destinados. E saber ignorar, de forma mais fina e elegante possível, aqueles que dizem as coisas da boca para fora ou cujas palavras e caráter nunca valeram um milésimo do tempo que você perdeu ao escutá-las.
(Fernanda Young)
 
A gente teria dado certo. Se você fosse mais presente, se eu fosse mais persistente, se seus amigos não estivessem por perto o tempo todo, se você não fosse uma incógnita, se Vênus combinasse com Mercúrio, se eu conseguisse falar perto de você.
(Verônica H.)
 
Não é que seja exatamente corajoso, meu coração tem é isso de bom: não ocupa espaço com mágoas e, com o tempo, ele se tornou desmemoriado pra assuntos de frustração.
Quando me dou conta, lá está ele amando de novo, sorriso de orelha a orelha, com tal frescor que parece que nunca foi ferido. Dá sim, pra ver uma cicatriz aqui e ali, outras mais adiante, que cicatriz não morre, mas ele não liga. Nem eu.
Não é que seja exatamente teimoso, meu coração tem é isso de bom: gosta de amar. Eu também.

(Ana Jácomo)
 

O amor não acaba. O amor apenas sai do centro das nossas atenções. O tempo desenvolve nossas defesas, nos oferece outras possibilidades e a gente avança porque é da natureza humana avançar. Não é o sentimento que se esgota, somos nós que ficamos esgotados de sofrer, ou esgotados de esperar, ou esgotados da mesmice. Paixão termina, amor não. Amor é aquilo que a gente deixa ocupar todos os nossos espaços, enquanto for bem-vindo, e que transferimos para o quartinho dos fundos quando não funciona mais, mas que nunca expulsamos definitivamente de casa.
(Martha Medeiros)
  
Gostaria que meu coração fosse como uma porta giratória, por onde as pessoas entrassem e saíssem sem que eu desse a mínima.
(Caio Fernando Abreu)
 
Tentaram me fazer acreditar que o amor não existe e que sonhos estão fora de moda. Cavaram um buraco bem fundo e tentaram enterrar todos os meus desejos, um a um, como fizeram com os deles. Mas ainda insisto em desentortar os caminhos. Em construir castelos sem pensar nos ventos. Em buscar verdades enquanto elas tentam fugir de mim. A manter meu buquê de sorrisos no rosto, sem perder a vontade de antes. Porque aprendi, que a vida, apesar de bruta, é meio mágica. Dá sempre pra tirar um coelho da cartola. E lá vou eu, nas minhas tentativas, às vezes meio cegas, às vezes meio burras, tentar acertar os passos. Sem me preocupar se a próxima etapa será o tombo ou o voo. Eu sei que vou. Insisto na caminhada. O que não dá é pra ficar parado. Se amanhã o que eu sonhei não for bem aquilo, eu tiro um arco-íris da cartola. E refaço. Colo. Pinto e bordo. Porque a força de dentro é maior. Maior que todo mal que existe no mundo. Maior que todos os ventos contrários. É maior porque é do bem. E nisso, sim, acredito até o fim.
(Caio Fernando Abreu)
 
Eu fujo dos apertos, só me encontro onde há espaço. Nada pode ser tão largo que nos deixe muito solto, nem tão estreito que não seja confortável. E não aceite conselhos em relação a isso, não existe um modelo único de liberdade. Só você sabe, de fato, onde é o seu encaixe.

Fernanda Gaona
 
Prefiro não ser amada a ser amada de mentira.
(Lídia Schmidt)